Você que me lê, me ajuda a nascer.

segunda-feira, julho 31, 2017

Lud.

Difícil escolher uma música de Lud que eu goste mais. Gosto de Lud. Gosto muito!
Nem sei porque não escrevi isso aqui antes. Estou tão feliz, quero enlouquecer à luz da Lua!


Manuel Neto, fotógrafo.

Foi em Sintra que te conheci. Mas trouxe você comigo.


Divinas Divas.


domingo, julho 30, 2017

Disponível [pro amor]

Depois de conhecer ele, eu não quero menos. Menos do que os beijos apaixonados que ele me deu logo no primeiro dia, depois dos arrepios. Beijos como se a vida fosse acabar logo depois e, se ela vai acabar, vamos nos apaixonar.
Depois de conhecer ele e ele ter aceito o jogo de enfiar no dedo um anel de papel feito com um guardanapo, não quero menos do que um homem engraçado, que me faça rir e que ria também das próprias desgraças.
(depois de saber que ele ainda tem o anel, guardado no bolso de alguma camisa, eu não quero menos).
Depois de conhecer ele, e conhecer um homem que roda mais alguns quilômetros pra cuidar de você, eu não quero menos.

Eu não quero menos. Quero vê-lo de novo.

quarta-feira, julho 26, 2017

Problema meu.

Foi quando eu vi uma chave por fora da porta e disse pra ele que eu precisava falar pra dona da casa que ela tinha esquecido a chave para fora e ele me respondeu

isso não é problema seu

e eu disse

mas pra mim isso é comum, no Brasil a gente...

e ele retrucou

mas você não está no Brasil 

e eu re-retruquei

mas eu continuo sendo brasileira em qualquer lugar que eu vá

... que eu descobri que a Bahia já me deu régua e compasso e meu caminho pelo mundo, eu mesmo faço.

Apostando tudo.


segunda-feira, julho 03, 2017

Meu amor é marisqueiro.

Meu amor é daqueles que cata marisco
Afunda a mão na lama preta, se suja e se confunde com o pretume da lama, o problema, a solução, a dor e a delícia

Enfia a mão mais um pouco, sente algo, algo se mexendo
É meu coração quase parando, mas ainda batendo

Meu amor é marisqueiro, meu amor é marisqueira
Acorda cedo pra assuntar a natureza alheia
Enfia a mão e braço inteiro, profundamente
No encanto e no rabo do teu olho
Na beleza que é não te ver sofrer
Ver teus dentes, carne, ver teu amargo sorriso
Que existe e segura a lágrima que nunca desce
De um pedaço teu que eu nunca vejo

Meu amor é daquele que leva pra casa marisco
Ostra, lambreta, sururu e siri
Leva o cansaço do dia, mas uma comida pra ti
Comida de alma, comida de vida
Leva a vontade de fazer tua tristeza um dia esquecida

Dormir intensamente depois do amor mariscado
Pra acordar cedo na certeza da cheia, do profundo, da lambreta, do pretume.
Do amor, da alma.
Do amor.

Teoria do amor, por Mainha Gal.

O gostar é côncavo, o amor é convexo

Aguardem.