Você que me lê, me ajuda a nascer.

sábado, julho 23, 2016

Leonera.


Capitais sem capital.

Eu conheço:
Salvador
São Paulo
Rio de Janeiro
Belo Horizonte
Aracaju
São Luís
Fortaleza
Belém
Porto Alegre
Curitiba
Recife
Maceió
João Pessoa
Goiânia
Cuiabá
Campo Grande
Florianópolis
Santa Catarina

Eu não conheço:
Brasília
Natal
Teresina
Boa Vista
Rio Branco
Manaus
Vitória
Palmas

terça-feira, julho 19, 2016

Nina.



Menino 23.


A tese que deu origem ao filme tá aqui.
É preciso fazer um cadastro básico, mas rola.


sábado, julho 16, 2016

Grada Kilomba - Entrevista (em inglês).



Realmente, saber mais línguas é sempre tão bom. Não aprendia inglês por achar que era imperialista demais pra mim, mas um amigo moçambicano que eu tanto amo me libertou. Disse isso pra ele e ele falou no ato:
- Imperialismo? Mas o português também é uma língua de exclusão, você sabe falar tão bem que até pensa que é nativa. 
Me libertei, estou aprendendo inglês e vendo entrevistas como essa. 
O inglês é só mais uma língua de exclusão. Como todas as outras que eu sei.

Grada Kilomba (tome e receba).


Enquanto eu escrevo, por Grada Kilomba.



Eu trocaria o "enquanto eu escrevo" por "enquanto eu amo".

quinta-feira, julho 14, 2016

Shine, Blitz the Ambassador.


Assisti umas dez vezes. Assista umas duas e já vais ser feliz por toda a vida.
A gente passa quatro anos tentando escrever uma coisa bonita e vem alguém e diz tudo que você quer dizer em um passo, um gesto, um olhar.

segunda-feira, julho 11, 2016

Votação em Campanha para Alojamento no Porto.

Em 2013, iniciei o doutorado em Educação na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo e desde sempre tive a intenção de realizar um semestre de estudos fora do Brasil, para aproveitar ao máximo o tempo em que estivesse realizando a pesquisa do doutorado! No mestrado, estudei as trajetórias profissionais das professoras negras de educação infantil da cidade de São Paulo, e agora, estou estudando as culturas das crianças de quatro anos de uma turma de educação infantil da Escola Municipal Malê Debalê, escola que funciona na sede do bloco afro de mesmo nome, localizada em Itapuan, Salvador (BA)
Além disso, fui professora de educação infantil durante muito tempo na rede municipal de educação de São Paulo, o que me trouxe muitas experiências e a oportunidade de vencer o 1° Concurso Geledés Planos de Aula em 2013, com um plano de aula realizado na turma de educação infantil em que era professora.
Infelizmente, desde o ano passado houve um grande corte de bolsas para a realização de parte dos estudos de doutorado fora do país (bolsas-sanduíche) e não consegui nenhum recurso para concretizar o desejo de ir para Porto (PT), cidade onde desejo estudar por seis meses, com uma professora que pesquisa as culturas das crianças já há muito tempo (Maria Manuela Martinho Ferreira). Ao saber da bolsa de alojamento Uniplaces, fiquei muito animada e decidi pedir votos a amigos e amigas via rede social e email, o que deu muito certo! Ainda assim, como preciso de mais alguns votos, pensei: “O Portal Geledés é um bom lugar para espalhar aos quatros cantos de nossas comunidades o meu desejo de continuar estudando!”. Assim, aqui estou!
Para conseguir ficar entre as finalistas, eu devo ter no mínimo 1000 votos! Por isso, peço sua ajuda para conseguir esta bolsa que será de grande valia, já que ela custeará alojamento durante os seis meses de estudo, o que não é pouco. Assim que a tese ficar pronta, com certeza, ela estará disponível não apenas no Portal Geledés, mas em todas as plataformas possíveis para download. Além da tese, aceitarei convites para palestras e debates, e também para cafezinhos e chás… 
Para votar, é preciso entrar em http://scholarship.uniplaces.com/en/u/mighiandanae25011 e cadastrar seu email. 
Logo após o cadastro, você receberá um email pedindo confirmação do voto. É só abrir o email e pronto, já votou! É possível votar mais de uma vez, basta ter mais de um email! Assim que receber o resultado, divulgarei ele aqui para vocês! 

quarta-feira, julho 06, 2016

segunda-feira, julho 04, 2016

Mr. Abrakadabra!

Um curta belezura aqui.

Mr. Abrakadabra!

Assista ao filme, leia o roteiro, comente 7, publique, Ficção, de José Araripe Jr., Duração: 13 min, Plays 13.707
Gênero: Ficção
Diretor: José Araripe Jr.
Elenco: Caco Monteiro, Edvaldo Santos Baba, Fernando Marinho, Haydil Linhares, Hebe Alves, Jofre Soares,Juliana Valente, Maria Menezes, Mr. Yesus Moreira,Paula Hiroe, Teresa Araújo, Zé Ivane, Zeca Abreu
Duração: 13 min Ano: 1996 Formato: 35mm
País: Brasil Local de Produção: BA
Cor: Colorido
Sinopse: Um velho artista já não consegue fazer suas mágicas. Desesperado, tenta o suicídio várias vezes, sem obter êxito. Decidido a morrer a qualquer preço, arquiteta um super suicídio. Porém, algo surpreendente acontece.... 

Esses moços.


E fim.

Foi quando ele disse que meus post no blog sobre homens são todos parecidos uns com os outros que eu descobri que ele quer ficar aqui por muito tempo. 
Só pude gaguejar um "é, claro, fui eu quem escrevi". 
Mas ele tem razão. Não posso mentir que me senti nocauteada por alguns segundos. 

Talvez por isso que a gente esteja junto há um ano e pense em casa, viagens, filhos, filmes e cach..., não mentiras, nada de gatos ou cachorros. 

sábado, julho 02, 2016

L. A. P. A.


3/2 minutes, ten bullets.


Um homem branco atira (mais uma vez) num rapaz negro e diz que não é racismo, que ele é vítima. Vítima do que? Só se for dele mesmo. E nós, vítimas dele. Os linchamentos dos séculos anteriores não acabaram. 

sexta-feira, julho 01, 2016

A qualquer preço.



Straight Outta Compton.


Tá OK. Vão me dizer que estarei sendo redundante, mas o filme é machista. Dava pra ser MENOS machista, era só querer. Vou listar só duas coisas:
1) A mulher de Dr. Dre e o filho simplesmente SOMEM do filme;
2) Numa outra cena, ANOS depois de estar sendo espoliado pelo empresário, a gente descobre que a mulher de Eazy é contadora ou algo do tipo. Aí ele descobre que está sendo roubado (isso não aconteceria na vida real com uma mulher preta PELO QUE EU SAIBA);
Dava pra ser MENOS machista, porque o rap é mais do que isso.
A fotografia do filme é bonita, os rapazes parecem muito com os caras (Cube e Eazy, demais!) e o filme faz a gente se sentir na pele dos jovens negros que são abordados pela polícia MAIS DE UMA VEZ por dia nas ruas do Brasil! Vale a pena, mas ligue o radar do feminismo e vai achar todas as coisas que eu fiquei cansada de descrever aqui. 

Homem negro, pele branca.



Eu deveria ter escrito isso há mais tempo, mas vou aproveitar aqui, nesse post. Algumas pessoas me contaram que quando estão sem nada pra fazer, vem aqui no blog pra ler o que eu ando vendo. Eu preciso avisar que às vezes eu vejo coisas ruins, e esse documentário é uma dessas tais coisas ruins. O documentário era para ser sobre a história de pessoas albinas na Tanzania, mas se torna um documentário sobre um grupo de médicos dermatologistas espanhóis e o suposto bem que eles fazem a essas pessoas indo fazer cirurgias (leia-se pesquisar) numa cidade do país. 
Eu assisto coisas que não gosto até o fim, e aqui foi o caso. O documentário é ruim (com cenas descartáveis e vergonhosas, como é o caso da exposição sem critério das pessoas no momento da cirurgia), narração péssima (parece aqueles caras que dão notícia de catástrofe na TV') e cheia de tiques típicas de europeus que acham que a gente precisa da dó deles para o mundo ser mais legal. 
Desse modo, aconselho a assistir o trailer e não sair procurando qualquer filme que listei aqui achando que ele é bom. Não que eu não ache que não tenhamos de ver filmes ruins - quando me interessam, vejo todos - mas às vezes, se você quer se entreter, dá uma olhada de novo. E de novo.