Você que me lê, me ajuda a nascer.

terça-feira, dezembro 11, 2012

Ao contrário.

Eu tinha dito a mim mesma que nos últimos tempos, iria parar de querer controlar meus sentimentos. Passei por situações em que achei que, se fizesse isso, sairia perdendo demais.
Me deixei levar, mas, como sempre, fui protegida. Me salvaram a tempo de loucuras mil. Estou sã e salva, coração tranquilo. Descontrolada, mas tranquilo.
Pedi, pedi. Achei que iria me acostumar fácil com a ideia de me lançar ao mundo das paixões.
Mas a verdade é que, agora, quando a paixão me bateu a porta, com sorriso enorme e coração cheio, eu disse não. De cara, eu disse um não. Dei dois passos para trás, fiquei receosa. Ressabiada.

Fui e vou aos poucos, mas querendo sempre mais. Ainda me pergunto porque me prometi me lançar e não faço isso agora, quando o amor me parece bom, quando o sentimento me toma também, quando olho no olho dele e sinto a verdade que existe, eu não sei ainda o que me faz pensar duas vezes.

Ele mexe comigo. Com minhas certezas. Eu, tão durona e mandona, tão manipuladora. Ele não faz caso, não liga para o que não importa. Me faz refém de minhas palavras, vítima de minhas teorias. Porque ele não é generalizável, condensável, não veio com manual. Ele é, simplesmente é. Eu fico olhando para ele sem acreditar (aproveito para abraçar e beijar também). Ele simplesmente é, me agarrando no meio do trem (eu baixando a cabeça com vergonha no rosto e sorriso num canto da boca).

Com minha cara de que sabia tudo, fui confrontada. Agora, desarmada, só quero o abraço dele.

Ser feliz ou ter razão?
Me digam vocês, que me leem. Me ajudem a nascer.

sexta-feira, dezembro 07, 2012

Eu, Crise.

Queria ter ideias para transformar o que sinto em poesia. Mas não sai. Estou seca. Seca das palavras, cheia de sentimentos. Eu queria, mas não consigo.
O que eu sinto não é só meu e faz bem assim. Eu, que sempre escrevo sobre amar e não ser correspondida, sou invadida por um sentimento que me toma e é dele também. Não é ruim. Deixo as coisas acontecerem.

Mentira.

Não, eu não deixo. Eu quero controlar as coisas, controlar até o que ele sente e seu olhar. Quando me olha, eu sei. Eu sinto, eu entendo tudo com o coração. As palavras não querem dizer mais nada, mas ainda assim, ele me enche com belezas em versos, coisas como deusa do ébano e linda todos os dias. Todos os dias.

Eu quero mais o quê?
Bem, eu quero um bando de coisas. Mas dessa beleza de sentimento, nem preciso pedir mais nada. Tá aí. Acho que até dá pra pegar, se fizer um esforço bobo.