Você que me lê, me ajuda a nascer.

sábado, agosto 13, 2011

Ele.

Há mais de um ano, desde que me mudei para este endereço, não mexo em antigas cartas que recebi. É batata! Toda vez que faço isso, quero jogar fora esta ou aquela carta, deste ou daquele exnamorado, desta ou daquela amiga... já fiz isso algumas vezes, e hoje sinto-me imensamente feliz por nunca ter jogado fora as cartas de um exnamorado que se não me traz só boas recordações, sempre vai ficar aqui na cachola como aquele cara por quem eu nunca vou entender direito o que senti/sinto até hoje.
Se eu o amo? Seguramente, não. Não é amor. Mas a sensação de que poderia ter dado certo que me persegue.  Tem muitas coisas dele que me apaixonaram. O jeito como escreve. Todas as vezes que passo os olhos pelas cartas, suspiro e lembro da sensação que eu tinha quando as cartas dele chegavam. Eu fico hoje procurando essa poesia. Mas não sei se vem junto com amor, responsabilidade, filhos, uma casa.

Engraçado isso
O amor tão vasto 
Transpõe os sonetos
Inunda os cinemas 
Nos entope de esperanças 
E simples em si
Com nossos exageros 
Repousa sem apertos 
No íntimo de um olhar. 

L. G., 02.05.(ano? 2004, 2005)

Saudade. Mas não dele. De viver uma história, talvez. Ou talvez saudade dele, do curto espaço de tempo em que a gente foi feliz porque ele não pensava que precisava de uma vida inteira para descobrir que o melhor amor era ficar comigo. Eu vou e volto e sempre falo das mesmas pessoas aqui. Gosto disso, me dá uma sensação de pertencer a essas histórias e pessoas.
Quando a gente se reencontrou, eu fiquei sem jeito, tomada por esse sentimento de "é possível". Mas não sei o que fazer com isso. Por um lado, com ele eu não precisava falar muitas coisas. Queria saber como seria tê-lo hoje, já que sou outra mulher.
Mas no fundo acho que é pura poesia.
Divagações, enfim.

2 comentários:

Carol Garcia disse...

acho que nunca saberemos bem o que é o amor...mas tem aqueles momentos em que a gente sente, sabe? uma coisa que não se descreve...mas certezas duram tão pouco! importante é tentar, é ter o que lembrar...pra sorrir, chorar...e se for pra acontecer, acontece!

Migh Danae. disse...

Para o bem e para o mal, o amor é isso. Mas eu amo. Enfim,