Você que me lê, me ajuda a nascer.

quinta-feira, junho 30, 2011

Almoço.

Na hora do almoço

Não pode falar de boca cheia, você ouviu a moça falando?

E o outro mocinho respondeu

Por isso que eu não encho a boca, para continuar falando enquanto como

quarta-feira, junho 29, 2011

Just me.

Não, eu nem posso ficar de todo infeliz. Sempre tem umas coisas a martelar e a alegria, enfim, aparece.

terça-feira, junho 28, 2011

Não vou nada bem.

Aham.
Um arranhão e tudo muda na sua vida.

Mas a gente sempre se levanta. Ou esse é o jeito que nos ensinaram a continuar vivendo. Tem uns tantos outros, mas eu só sei esse, de cair e cambaleando levantar. Eu estou cansada, cansada. E chorei por tudo que já passou, pelo que ainda nem sei e pelo que virá. Mas ainda tem mais, eu sei.

sábado, junho 25, 2011

Potiche - Esposa Troféu (com mainha).



Quando o filme começou, mainha fez um comentário preconceituoso. Eu reclamei. No fim, fui eu quem imaginei um final preconceituoso. Ela não reclamou.

Leiam isso aqui.

quinta-feira, junho 23, 2011

Vênus Negra.



Assisti faz um ano, mas um amigo me mandou as fotos da atriz Yahima Torres (que estava aqui no Brasil na semana passada) e resolvi relembrar e indicar:


(affe beleza!)

segunda-feira, junho 20, 2011

Esperança.

Ganhei hoje um livro que disse pra mim

ter esperança é sentir que o Universo sempre joga ao meu lado, mesmo que isso seja imperceptível a olhos tão poucos acostumados ao invisível, como os meus

Um livro pequeno, simples. Com algumas frases feitas e com outras para serem bordadas. Mas me fizeram refletir sobre a não-pressa, a paciência, espera, esperança. Outro dia eu também li uma moça que escreveu sobre a tal baianidade e disse que, morando em Salvador, uma das coisas que tinha aprendido ali era que é possível fazer escolha entre lamentar-se eternamente pelo que se tem ou acreditar na possibilidade de dias melhores. Ela ficou com a segunda opção.

E eu, minha gente, o que é que vocês acham que eu fiz (e faço?)? Senti-me tirando um peso enorme dos ombros nos últimos dias. Falei coisas que eu precisava falar para mim mesma e agora estou melhor, mais lúcida, confiante

ter esperança é somente confiar, mesmo que a realidade me diga o contrário, com toda a sua dura concretude


ter esperança é agir, apesar de não entender exatamente o que estou fazendo 


ter esperança é mergulhar fundo dentro de mim, até onde os fatos se diluem e os sonhos permanecem quietos  (acordar os sonhos)

E mais:
STANISIERE, Inês. Esperança. Rio de Janeiro: Sextante, 2009.

domingo, junho 19, 2011

Memória entre duas margens.


Umas mensagens de texto.

eu também... amo muito sair contigo. eu tinha que vir até sampa para conhecer uma pessoa tão especial como vc. sua energia e seu papo são nota mil
(00:41)


i love you. always.
(01:41)



quinta-feira, junho 16, 2011

Amizade.

Alguns amigos nos devolvem a leveza da vida. Sentada com eles, sorrindo, comendo, contando, falando, fofocando, eu me sinto mais forte. Ontem foi um dia desses. Eu só queria agradecer por existirem pessoas assim, mas nem sei como escrever sobre a beleza que é encontrar alguém de cara boa, espírito leve, força quando pega na sua mão, quando dá um sorriso.

Fica a sensação aqui dentro então.

terça-feira, junho 14, 2011

Hereros, por Sérgio Guerra.



Hereros-Angola” — Museu Afro Brasil. Av. Pedro Álvares Cabral, s/ n, Parque Ibirapuera, Portão 10, São Paulo (SP). Em cartaz até 24 de julho. De terça a domingo, das 10h às 17h. Entrada gratuita. Informações: (11) 3320-8900 - www.museuafrobrasil.org.br.


Sobre bolsas e cultura.

O professor Paulus Gerdes explicou na palestra sobre a feitura das bolsas numa certa região de Moçambique. Ele estava falando sobre matemática mas eu só conseguia ver poesia em tudo aquilo. As bolsas tem alguns invólucros, sendo que cada um deles é feito por uma mulher da famíllia: filha mais nova, filha do meio ou mais velha, mãe ou avó. Bonito foi saber que os invólucros são feitos de maneira que aquele feito pela mulher mais velha da família servirá de capa, e aquele feito pela menina mais nova será aquele de dentro.
Bom mesmo é ver a bolsa para entender a poesia. Fiquei pensando nas três mulheres sentadas, conversando, fazendo as bolsas e se envolvendo nelas. Mãe, menina, filha, nova, velha. Achei bonito.

segunda-feira, junho 13, 2011

Cantora Sharon Jones abre a série TCA 2011, em Salvador.


Sharon Jones e a banda Dap Kings. (Foto: Divulgação)

A Série TCA abre sua temporada de shows, nesta segunda-feira (13), recebendo pela primeira vez em Salvador a estrela internacional Sharon Jones. Ela é apontada pela crítica especializada como a grande voz do soul na atualidade. A cantora norte-americana lançou com sua banda Dap-Kings, em 2010, seu quarto e bem-sucedido álbum, intitulado “I Learned the Hard Way”.
Um ícone da black music, seu repertório é inspirado no funk, soul e rhythm and blues (R&B) do fim dos anos 60 e início dos anos 70. A sonoridade singular e marcante da banda de Jones chamou a atenção da cantora britânica Amy Winehouse, que convidou o grupo para a gravação do disco e turnê mundial de “Back to Black”, trabalho lançado no ano de 2006. Após esse encontro, a agenda de shows de Sharon Jones & the Dap-kings se multiplicou pelo mundo.
Sharon Jones
Nascida na Geórgia (EUA), ela se mudou para Nova York ainda criança e começou a cantar em corais de igreja. Oriunda da velha-guarda da soul music, Sharon Jones possui uma voz potente, de alcance profundo, que utiliza para buscar timbres que remetem aos clássicos dos selos Motown e Stax.
Ao lado dos Dap-Kings a cantora simboliza a resistência a equipamentos digitais e recursos eletrônicos, fazendo tudo simplesmente com instrumentos analógicos.
No estúdio ainda gravam em fita, com os instrumentos gravados todos juntos e ao vivo, sem qualquer ajuda de sintetizadores ou softwares de gravação. Assim como eram as gravações dos lendários  Otis Redding, Etta James, James Brown e outros grandes representantes do Soul. Tornou-se finalmente um nome conhecido curiosamente após Mark Ronson (produtor da inglesa Amy Winehouse) ir atrás de Jones para confeccionar seu pop com forte sotaque da soul music dos anos 1960. Até chegar aos olhares e ouvidos de Amy Winehouse, a história de Jones passou por igrejas e por empregos como carcereira de prisão e segurança de carro-forte, em Nova Iorque.
Serviço
SÉRIE TCA 2011 – Ano XVI
Sharon Jones & The Dap-Kings
Sala Principal do Teatro Castro Alves
13 de junho, segunda-feira, às 21h.
Ingressos (inteira): R$ 120 (filas A a P), R$ 100 (Q a Z) e R$ 80 (Z1 a Z11).



Aqui, ó.

domingo, junho 12, 2011

Parte.

Ouvindo muitas músicas de Fabiana Cozza e achando que as coisas que quero escrever aqui ninguém vai querer ler. Por isso, silêncios.
Mas eu não quero falar muita coisa também.
Estou fazendo muitas coisas, como sempre. E agora tem outros ingredientes, outras pessoas na minha vida. De algumas, não sinto nenhuma falta. Minha mãe diz

sem o mundo inteiro você não vive, mas sem (bota o nome da pessoa) você vive

Eu aprendi isso e vivo isso, acredito. Eu tenho as crianças e elas tem a mim. Tenho uma pequena família, amigos e amigas que me amam. Me ligam, me escrevem, me dão sorrisos.

E eu acho que eu sempre fui apaixonada por ele. Até hoje eu ainda acho que sou. Vou descobrir. Só não sei se vou escrever aqui o que descobrir. Quando a gente se encontrar.

terça-feira, junho 07, 2011

Natureza.

A natureza deu-me a força, devolveu-me o prazer de sentir, de pensar, de trabalhar, de sobreviver. Quando estou na natureza, eu penso a verdade, eu falo a verdade, eu me exijo verdadeiro.

Frans Krajberg.

(agora pesquise onde ele nasceu e onde ele mora agora).



Essa escultura aqui tá no Palacete Rodin Bahia, Salvador.

Ufa.

Se alguém, depois passar uns anos estudando alguma coisa em Salvador, resume seu trabalho dizendo que um dos modos de ser preto nesta cidade é

usar roupa afro, jogar capoeira, tocar tambor e abandonar mulher e filho

Você ainda acha que dá pra acreditar que algumas coisas tem jeito? Me faça uma garapa, como diz minha avó.