Você que me lê, me ajuda a nascer.

sábado, dezembro 30, 2006

Saddam.

Enforcaram o cara. De verdade. Mesmo, no duro. Eu ainda tinha esperanças. Vejam vocês, Pinochet morre lá pelas últimas, Saddam é enforcado. Elegantérrimo, diriam as meninas da GNT. E o que acontece com o Serra, com o Alckmin, Maluf, Collor, com o ACM (Neto)? Nada, nadica. Não falo mais. Humpf.

quinta-feira, dezembro 28, 2006

O amor não tira férias.

O amor está sempre de olhos bem abertos, então vamos seguir a trilha, fiquemos nós também de olhos bem abertos para o amor, para a vida, aproveitemos cada coisinha que nos acontece, transformemos em coisas boas, como quando ele te liga no meio da noite e você não consegue ouví-lo, mas você sabe que é ele, está lá, caminhou no meio da chuva até encontrar um orelhão e te ligar, então vamos agradecer ao amor, ao amor. E eu desejo amar, todos que eu cruzar, no meu caminho... Música que ouvi hoje, e então passei a entender por que que eu tenho pequenas histórias de amor, e não uma grandona pra contar, como todo mundo... e eu adoro história de amor, e eu acho que o amor vem e vai, que não tem fim, que acaba, que é movimento e não tem definição, então é isso, brindemos ao amor, e façamos de tudo para amar, amar, ordem do dia, do ano. Esse blog dá o que falar. E mais não falo, pra não falar demais. Passa, tempo.

terça-feira, dezembro 26, 2006

Mi bombon.

Mi bombon. Se você tem isso, não precisa de mais nada. Como um fim de tarde na Praia do Forte, com cerveja, churrasco e samba. Não preciso falar mais nada, por que de felicidade não se fala, se sente, já me disse quem me chama de mi bombon. Então eu vou seguir os conselhos dele e só vou sorrir, e ser feliz. Estou lendo a história da história de amor de Beauvior e Sartre. Também quero ser o Castorzinho de alguém, quero ter ciúmes e lutar contra ele, quero ver acender o fogo, ter um homem que fique velho mas ainda me ame, todas essas coisas que Beauvior conta nos seus livros memórias eu quero passar, e mais, e mais. Em Salvador de novo, é mais um ciclo. Agora está tudo mais calmo e não sei porque um dia teve que ser diferente, deveria ter sido sempre assim devagar e sempre, minha mãe ali sorrindo e os problemas pequenos no meio de tanta distância. Não, nunca foi tão bom. E a partir de agora, não vou admitir, nunca mais, que seja pior do que isso. Ontem escrevi para você e você, e você me ligou. Me senti grande, sou pequenininha quando descubro que sou importante. E desejada. Não preciso, de verdade, de mais nada. Para todo mundo se apaixonar, vai uma musiqueta do cara, que casa (casa?) muito bem com a minha fase atual. Por que eu adoro esperar. "Waiting For You" ben, o harper I' ve been waiting for you I' ve been waiting for you Never found enything else to do But waiting for you I' ve been calling your name I' ve been calling your name Never found anything else to say Nothing to say You can kill a lot of time if you really want put your mind do it Leave it all behind if you never wanna go through it I keep hearing your name I keep hearing your name Nothing else sounds the same As hearing your name You can kill a lot of time if you really put your mind to it Or leave it all behind and never ever go through it I' ve been hoping for you Keep hoping for you What else can I do But keep hoping for you? You can kill a lot of time if you really put your mind to it Or leave it all behind and never ever go through it We can kill a lot and never really have to go through it What else can I do But keep hoping for you?

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Quem será?

Faz 32 graus e eu só penso nele. É normal, quando você do nada esbarra em alguém que te faz parecer boba e o mundo inteiro mais bobo ainda, que antes dele vida não existia? Sem querer ele aparece, carregando uma câmera, atravessando a esquina e entrando pelo café adentro, mudando a minha vida, meu jeito de ver Buenos Aires, minha viagem, minhas coisas e crenças. É normal quando você descobre que ele também te olhou, e estava esperando você ligar? É normal que agora ele queira vir pra onde você está, e esteja disposto a ficar perto, mais perto, sempre perto, perto? Não sei mais o que dizer. Andres, pra você.

sábado, dezembro 16, 2006

Loca, loca.

Esse post vai em homenagem à minha melhor e mais bonita amiga, que me disse hoje que tem preguiça de sofrer. Sabe o que é uma pessoa com preguiça de sofrer? A que não aceita qualquer coisica como prova de amor ou de amizade, aquela que prefere ver a banda passar cantando coisas de amor do que deixar em paz o coração. Ela está aqui dormindo e acordou pra me perguntar se consegui imprimir o meu trabalho sobre Gênero e mundo do trabalho. Consegui sim, e consegui instalar pra ela o anti-virus online. Eita vida boa. São essas coisitas que me fazem feliz, feliz. Ah, só pra falar: o nomezito dela é Dayane. Day, para os íntimos. Espevitada, ansiosa, risonha, a mulher mais bonita do mundo. Por fora, e por dentro. Aha. Vou dormir sorrindo.

sábado, dezembro 09, 2006

10 de dezembro.

Parabéns para a muié que eu amo e que eu nunca vi. Quase uma década de amizade e ano que vem, está na lista: tenho que aportar em Minas Gerais. Passo ali por Ouro Preto. Quanto mais o tempo passa eu tenho mais certeza de que o que a gente leva da vida são só as impressões sobre os outros e outras. Né não?

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Eu só penso nele.

Quante cose mi dice il silenzio che mi parla. Dice, Samu, sai perchè è bello vivere? Tu sai ascoltare suoni, sensazioni che chi vede non li può sentire... Ha orecchi, ma non ascolta, ha occhi, ma non vede, parla, ma non dice niente... Quante cose il mondo non sfiora pìu con il proprio cuore. Nel buio in cui vivo da cerca vent'anni, ho visto l'anima della vita... Per questo sono felicedi ascoltare il silenzio che mi parla... Não podia deixar de publicar isso aí. Mas eu só penso no Ben Harper, revoltada por que quem tá no Festival de Verão em Salvador vai pagar míseros 30 contos pra ver o meu grande amor dessa temporada... pode? Não pode, por que eu vou pagar 150... mas ele merece... se eu pudesse, compraria todos os ingressos de todos os camarotes, sentaria bem ali no meio com um vestido vermelho, essas coisas. Aha. Hoje eu estou linda, de vestido, mas continuo confusa. Descobri que ando perdendo calcinhas por aí. Sim, ontem fiz uma geral nas gavetas e percebi que faltam algumas. Não sei, sou sempre muito cuidadosa em guardar minhas coisas quando viajo ou durmo fora, mas esquecer calcinha deve ser meio um rito, elas praticamente somem. Se eu esqueci alguma na sua casa, por favor, me devolva. Eu não lembro, mas tem uma amarelinha que faz uma falta danada. Depois a branquinha... hoje comprei mais duas, vamos ver quanto tempo dura.

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Dezembro eu quero ver.

E a gente fica o tempo inteiro tendo certeza que a gente não sabe nada, nada mesmo da vida. O que a gente sabe nada mais é do que um rascunho besta, serve pra nada, a gente está sempre aprendendo, com coisas que a gente nem quer ouvir ou ver, então agora eu fico quietinha e não reclamo mais, não sem antes ouvir alguma coisa nova, diferente, ouvir coisas dentro de mim, pra aprender, mesmo que de novo, vou seguindo. Eu deveria ter raiva desse e daquele, mas não consigo. Deveria torcer o nariz e ser esnobe com aquela moça, mas não consigo. Querendo ou não, vou continuar vivendo, e todos ainda aqui, então, deixa a enxurrada levar a cara emburrada, e vamos tocando em frente. Depois que se compreende a marcha, fica bem mais fácil. Vivo contando os dias, falta pouco. Sempre falta pouco pra acontecer alguma coisa. E pior que acontece mesmo. Ben Harper no Brasil em janeiro e eu vou até sozinha. Fica mais fácil dele olhar pra mim e me pedir em casamento depois que tocar Angel. Chove, chuva, chove sem parar.