Você que me lê, me ajuda a nascer.

domingo, setembro 10, 2006

Ditos e não ditos.

"Sem dinheiro a gente vive, só não vive sem amor" Esse tem que falar meio cantado, se tu me encontrar algum dia ao vivo ou pelo Skype eu faço pra tu ver como é. "Que me importa que o cavalo manque, eu quero é rosetar" Rosetar é isso mesmo que tu tá pensando. É sim. "Vontade, cuspe e toco de cigarro são coisas que a gente mais perde no mundo" Tu também já perdeu vontade? Eu conheço um monte assim, vai saindo de mim, eu acabo sempre dizendo "já dizia a minha vó" no fim, mas é tudo mentira, não foi minha vó que disse, a gente nunca foi assim tão ligada, quem diz essas coisas é um monte de gente que eu conheço, velha e nova, grande e pequena, que passa pela minha vida. Escolhi o meu tema de pesquisa. Ufa. Não quero mudar. Me enamoro fácil das pessoas, coisas e temas de pesquisa. Hoje a professora já me perguntou se eu iria fazer alguma coisa sobre movimento operário na América Latina... bendita hora que eu fui perguntar da reforma trabalhista no Brasil e do projeto do Lula de fechar acordo com empresário... uff... deixa pra lá. Estou me acostumando com tudo de novo. Dormir às 2 me olhando no espelho, escrevendo cartas ao som de Mr. Tambourine Man às cinco, fumar um cigarro antes de mascar um chiclete, essas coisas... estou tendo que fazer contas, contas de almoço no fim de semana, contas de lanches de fim de tarde, eu vou me readaptar, eu sempre faço isso. Ainda não é hora de parar. Não chegou no meu ponto final. E eu não sei onde nem quando eu vou parar com tudo isso. Vez em quando me dá uma sensação de angústia, mas acho que ficar parada me angustia mais. Me vejo fazendo planos para fugas espetaculares dessa vida que levo daqui a menos de 2 anos. Reluto em comprar um imóvel (só o nome me dá urticária! Imóvel!), reluto em trocar minhas roupas por roupas de frio por que acho que não vou ficar por aqui, sempre estou de passagem, de passagem, mi dà un passagio? Por isso que quem me conhece aqui dentro sabe que quando eu disse que casaria com aquele cara só por que ele morou na mesma casa que o vô dele construiu na época da Segunda Guerra, sabe que eu não tou mentindo. A simples idéia de que um filho ou filha minha iria poder se sentar na mesma escada onde seu pai brincava com os amigos dele na idade dela enche o meu coração de sentimento bobo chamado amor. É bobo pra tu, mas pra mim é bonito isso de história pra contar, se reunir em volta da mesa e contar causos de infância, eu quero uma família assim, e eu preciso de alguém que me dê essa coisa da tradição, do aconchego. Não, eu não estou chorando. Só estou falando de coisas bonitas que eu acredito que um dia, vai acontecer comigo. Me disseram que no dia que eu parar de correr, o amor acontece. Mentira. É o amor que vai me fazer parar de correr. Vai me fazer voar.

5 comentários:

Anônimo disse...

Ciaoooooo! ma sei tu che scrivi questo diario? sei proprio un'artista. purtroppo capisco una frase ogni 10! stammi bene!
Paolo

el nagual Pablito disse...

hey ciaoooooooo!

daiza disse...

ciao principessa! bacione e tanta saudade!!!

Migh Danae. disse...

Eu também. Saudades demais.
Paolo, sono io. Sono io, sempre io.
Ma io...
Ciao, Webmaster!

Anônimo disse...

Ô cabeção...cacilda já perdi a vontade várias vezes eita laskeita no pé da bananeira
bjus ciao maria mole
fa'fa'fa (purque 1 é bão, 2 é pior, 3 nem se fale!