Você que me lê, me ajuda a nascer.

quinta-feira, setembro 15, 2005

F.

Mundo pequeno? Ha. Eu conheci uma certa F. Que conheceu um certo F. Lá do outro lado do Atlântico. Eu também conhecia F. E acabei descobrindo isso numa mesa de bar, semana passada. Sim, F, que não bebe nada além de água (desconfiem de qualquer pessoa que senta com você numa mesa e pede água, desconfie), me disse que o F. além-mar era o mesmo. Internet pequena. Aquela música do Gil: "Antes mundo era pequeno Por que terra era grande. Hoje mundo é muito grande... Pois é, vocês sabem. Eu ando sumida? Sim, eu achei que precisava finjir estar compenetrada para os estudos pré-concurso para me dar bem. Surtiu efeito, tou aprovada, agora resta saber se me chamam ou fazem cú-doce por muitos meses. Vamos ver, a efetivação desse troço vai me render mudanças. Físicas. E eu penso muito nele, nele e nele. Mas fico feliz quando descubro que ele, ele e ele também pensa em mim. Não, não são os mesmos neles e eles, não confundam. Confusão já basta a minha, que recebeu propostas do tipo "vem até aqui preu ter certeza que você é a mulher da minha vida". Mas consegui esboçar calma. Até acreditei. Meu coração é vagabundo, giramundo. Faz tum tum tum por qualquer coisa, ao menor cheiro de sentimento. Será que acho algum outro coração que bata no mesmo compasso que o meu, ou algum que me ensine a tum tum tum devagar, marchinha de carnaval vai aparecer? Alalaô pra você também, eles vão dizer, acho que é a senha. Mas marquem hora, viu, que por agora eu tou ocupada com umas coisas aqui na minha cachola. Sem tempo pra especulações de amor. Arre égua que não tem ebó nem padedê que me tire a felicidade de perto! Tem jeito não! Ando eufórica, rindo do tudo. Consequentemente, do nada. Sim, do nada. Me perguntam o motivo do riso, sei lá eu! Não há motivos, pra chorar também não. A não ser de saudade... saudade de mãe, que essa semana me disse "faz não" e me fez sentir a filha mais amada do mundo. Tinha até esquecido que era filha! Dizer "faz não" na hora certa é uma arte que pouca gente domina. Dona Gal faz isso com uma maestria... de passista de escola de samba. Mesmo que nunca tenha sambado direito na vida. E falando em direito, não sei se é direito, mas diminuí os comprimidos, que não comprimiam nada, nem desejos. Continuo a mesma garota faladeira, ansiosa, sem sono, agitada, explodindo aqui dentro, chorona, com miligramas de remédio a menos. Vamos sentar e esperar. Quer dizer, vocês sentem e esperem, por que eu não consigo fazer isso por muito tempo. O Fabuloso Destino de Amelie Poulain é fabuloso! Lugar-comum, clichezão? Pois é, o diretor Jeunet (que tem mó cara de Genet) é que é meio esnobe. Acho que nunca fui Amélia nem Amelie. Bem, quer dizer... quem nunca teve um poucochinho de medo? Eu ainda tenho, medo de morar sozinha. Medo de frio na barriga na hora errada. Eu gosto de: Fazer cafuné em mim mesma; Riscar os filmes que já vi, todos os dias, no jornal; Eu não gosto de: Sair do banho quente às 06 da manhã; Usar meia pra dormir, mesmo no frio; Musiqueta de Moraes Moreira que não sai da cabeça: Escute essa canção/ Que é pra tocar no rádio/ No rádio do seu coração... Aumente o seu volume/ Que o ciúme/ Não tem remédio/ Me lembra a minha infância. Recebi mensagens de carinho ontem, antes de dormir. Engraçado como eu acabo descobrindo sempre que as coisas bonitas acontecem sempre na minha vida, sempre. Não é só uma pessoa, um só lugar. Eu sou feliz e nem sei, gente. Nem seeeei.

2 comentários:

Mauricio disse...

"desconfiem de qualquer pessoa que senta com você numa mesa e pede água"... hein?

Anônimo disse...

sim, mas acreditem em toda pessoinha que senta com você numa mesa e pede água tônica! hahahaha beijos ciao bellissima! Faby