Você que me lê, me ajuda a nascer.

terça-feira, novembro 14, 2017

sábado, novembro 11, 2017

Pavão.




Não tem como não ser feliz em Santo Amaro, BA.

Sem querer.

Há cerca de dois meses atrás, conheci alguém que imaginei coisas. Iludi-me com uma ideia de companhia que nunca aconteceu. Imaginei uma história em que ficávamos juntos não só no final, mas antes, durante e até o final. 

Eu imaginei sozinha, mas também fui alimentada por mensagens, sorrisos e mãos. Eu quis acreditar, porque entendi que estar acompanhada é melhor do que estar só. Esqueci-me de que tem um jeito de estar só ser melhor do que acompanhada, e era desse jeito que eu estava passando os meus dias. 

Era um peso. Era difícil, mas eu não queria desistir, eu queria provar para sei lá quem que eu conseguia lidar com aquilo, mas doía, me machucava, eu chorava, sentia dores e angústia. E tentei, tentei. Por pouco tempo, mas tentei, de um jeito tão intenso que fez parecer anos. 

Sem querer, esbarrei em mensagens que trocávamos no início de tudo. Elas eram tão leves, bonitas, tinham um interesse de descobrir mais da gente, tinham beleza. Depois, tudo foi ficando chato e o interesse parecia específico, daqueles que também pode se chamar aproveitamento, daqueles que faz você se perguntar se houve algum carinho, algum dia. 

E quando olho para trás eu vejo que isso só durou mais tempo porque eu não queria admitir que eu tinha me enganado, que não era ele a pessoa que iria me fazer companhia num sábado à noite, que ele não era bem humorado o suficiente para me fazer sorrir por horas, que não era ele quem ia ser sensível para entender o que eu precisava, não era ele. Não é, nunca foi, mas eu queria que fosse e não queria assumir que errei. Quanto orgulho que nunca serve para nada, que só retardou uma história que nem seria história tivesse eu fechado a porta assim que minha intuição pressentiu sofrimento. Porque é que a gente faz isso com a gente, com tanta gente bonita lá do lado de fora do nosso coração?

E, de novo, não foi só por ele, foi também por mim, pelos meus egos, pelas coisas que eu defini como sendo aquelas que eu quero, por ser metódica, por traçar planos demais é que fiquei nessa mais tempo do que eu deveria. Preciso sempre admitir a parte que me cabe nessa coisa toda. É para isso que eu escrevo aqui. 

Foi a tão pouco tempo que começou e há tão pouco tempo eu disse não. Eu não me permiti mais esperar respostas que nunca vinham, consideração, respeito. Eu hoje ainda sinto marcas, no corpo, dessa história pesada e angustiada. Não quero mais, porque me amo demais para permitir que alguém invada minha paz assim. 

Estou ocupada em ser feliz. Vou fazer 37 anos daqui a pouco, tou com pressa.

quarta-feira, novembro 08, 2017

terça-feira, novembro 07, 2017

Oriente.


Eu viajo nessa música
Mas é tudo culpa da Therezópolis com 9,5 de álcool. 
eu tenho um desejo quase secreto de saber quem é que me lê eu
eu tenho uma vontade louca de saber se as pessoas me leem mesmo ou só fingem eu

...

vocês precisavam estar aqui nesse mesmo lugar que eu estou para ouvir o som do cachorro latindo e as pessoas passando e conversando sobre a vida e eu ouvindo para entender porque eu voltei para a bahia


eu fui da bahia
e um dia eu voltei pra cá



Pequena poesia.

Um bebê chora. 
E eu tomo cerveja.
Estivesse mais sóbria eu faria uma poesia.
Mas eu só tenho alegria.

Desde cedo ando eufórica pela casa. 
Desde cedo tenho os braços abertos e alma cheia de vida.

Daqui a pouco é meu aniversário e eu me sinto a pessoa mais sortuda do mundo.
Por ter amigos e amigas, por falar com (quase) todos os homens que amei e amo, por simplesmente poder escrever essas palavrinhas aqui. 

Reviso um texto, tomo cerveja e ouço um bebê chorar. Passei o dia de biquíni lavando roupa e escutando Pablo Vittar. Eu preciso de mais?

Não, mas tem. Tem gentes me ligando, mensageando, eu excluindo, gentes tentando. Tem visitas de mototaxi para saber da minha vida, que vida, eu amo a vida.

Sim, eu não estou sóbria. Estou feliz, porém. A cada ano que passa eu adoro mais fazer aniversários.

segunda-feira, novembro 06, 2017

Não mais.

Eu digo que ele só entra até ali, não mais.
Não sei se nunca mais, mas não mais.
Não quero, não vou permitir que ele me faça mal. Não posso, porque me amo, mas também porque o amo. 
De repente descobri que o amor não precisa de quase nada para ficar aqui, para renascer, para fazer valer a pena todas as bobagens. Mas não se trata de dizer não para o amor, se trata de dizer não para não faça isso comigo.
Não acredito em mérito, mas me acho legal demais para ter de passar por isso (de novo de novo de novo).

Il a déjà tes yeux.



domingo, novembro 05, 2017

He heals me, India Arie.


Obrigada, India Arie. Eu acredito nisso também. 

Equilíbrio.

É preciso descobrir o que nos faz bem, as pessoas que nos fazem bem. 
Mainha me diz "mas você é compreensiva demais, manda ele às favas", e eu digo que não gostaria que fizessem isso comigo, que não conversassem, que me desprezassem, então nunca faço isso com ninguém, mas ela diz que tem gente que merece, mas eu penso que se eu pensar assim, alguém também vai pensar que eu mereço.
Entramos num debate que nunca tem fim, mas eu gosto.
Eu aprendi também com ela a ser assim e hoje ela me diz que eu sou mais besta do que ela.
Tenho de concordar que quando chega a hora de enxotar algumas pessoas da nossa vida, não há outro jeito. E isso não tem a ver com desistir delas, tem a ver com descobrir que elas nos desequilibram, que a energia delas não vai com a gente, é preciso aprender que "eu quero ter um milhão de amigos" é só uma música de Roberto Carlos, é melhor ficar só com quem faz a gente bem.
E pra mim, fazer bem é não apertar minha mente, não me agoniar nem me ansiar, é não atravessar minha frequência. Eu sei quem faz isso comigo e eu não quero mais.
De hoje pra frente, não. 

Chamada.

Harpo, Harpo, Harpo.

sábado, novembro 04, 2017

Interessa?

Não me interessa ficar quietinha esperando o amor passar. 
Não me interessa, mas dói também. 
Às vezes eu escrevo sobre como eu prefiro sentir, e quando eu lembro disso eu vejo que ainda lembro das mãos dele nas minhas costas, me abraçando. Nesses dias em que escrevi isso, eu falava do abraço e não da tristeza, que é quando há os silêncios. 
Sei que tem coisas que fazem silêncios. Tem falta de sentir, falta de dinheiro, outros tempos. Tudo isso eu sei. Tudo isso eu sinto.
E tem coisas que doem.
Mas não sei se interessa.

sexta-feira, novembro 03, 2017

Mãos.

A gente nunca sabe quando vai dar certo. Mas é preciso continuar tentando. Eu sempre me vejo começando de novo. 
De novo eu olhei para as mãos. Eu não sei porque não notei isso no primeiro dia, eu estive encabulada demais para olhar para qualquer coisa, eu achei que tinha desejo demais nos meus olhos e evitei encarar, evitei que meus olhos pudessem dizer o que eu não queria que ele soubesse.
Que mãos bonitas, eu pensei. Mas não é só as mãos, é o que a pessoa faz com elas, como ela usa, mesmo sem saber que fica mais sexy pondo as mãos na boca e me fazendo perguntas ele segue fazendo e me faz ficar com desejos. Eu disparo a falar e sei que quando estou assim é porque quero disfarçar o desejo, tento respirar entre uma frase e outra, mas ele me pergunta outra coisa de novo e lá vou eu falando sem parar...
Acho que ele percebeu, pelo jeito como me olha ele sabe o que eu quero. Mas continua lá mexendo as mãos e me fazendo perguntas.
Quando sinto seu abraço, eu entendo porque as mãos me fascinaram tanto. Às vezes, a gente vai longe para receber um carinho que faz a sua vida valer mais a pena. E foi assim mesmo que eu me senti naquela hora em que ele me apertou contra o peito e me conteve com sua mãos.
Que mãos bonitas, eu disse.
E ele me sorriu assim.

quinta-feira, outubro 26, 2017

Email racista.

Recebi esse email em reposta à matéria que o Jornal da USP publicou sobre a tese. Na íntegra, sem correções e sem considerações, que eu não estou com paciência:

Você se tocou que o que está propondo nada mais é que todos os negros devem voltar para a África, pois eles não se adaptam a nossa cultura, assim eles viveriam melhores dentro da sua própria cultura? Você percebeu que estamos no Brasil uma terra de índios e não de portugueses africanos ou asiáticos e europeus? Bom provavelmente você deve ser ateia. Assim fraternidade e desenvolvimento mutuo, não faz parte da sua expectativa de vida, Você trata a vida como algo privado seu. Vira ermitão ou cria um quilombola para eles e você pode estudar magnificamente essas estupidez. Minha filha se eu estivesse na bancada te dava zero. A ideia é integrar o ser humano não importando a cor da pele ou se os olhos são azuis. Sou brancão feito alemão, ou boto cor de rosa se preferir, minha neta é negra, meus sobrinhos são negros. E veja tenho amigos negro, gozava deles? Sem sombra de dúvida e eles gozavam de mim. Sabe que um que a gente cham de macaquito, carinhosamente quito, ele é negro, mas me contaram como surgiu o apelido. Um europeu chamado Pompeo viu ele trepado no telhado da casa para pegar uma pipa ou quadrado que era assim no meu tempo e afalou olha lá o macaquito. O apelido pegou. E ele hoje é um advogado, casou com uma brancona teve creio que 3 filhos e um deles assumiu a banca do pai. Hoje ele está aposentado no interior de São Paulo. Um outro que se formou em engenharia que é o irmão caçula na família, fez uma antena parabólica ou desenvolveu a muito tempo montou uma fábrica delas e acabou vendendo a fábrica para alguma multinacional que o assumiu como empregado, Hoje mora em Interlagos e está muito bem, porém perdi o contato. O irmão mais velho foi para sertãozinho e quando estudávamos eu de manhã química e ele desenho industrial eu passava pela casa dele e iamos os dois pegar ônibus as 5 da manhã na paes de barros , um bairro fabril na época ele ia para a DF Vasconcelos e eu para a Alcan em Sto. Andre. Ele começou a trabalhar com 7 anos pois o pai tinha morrido e creio que era taxista, não lembro e ele teve que ajudar a mão como boy Eu estou falando dos anos 50 , ele tem a minha idade do glorioso ano de 51. A grande maioria da turma havia nascido nesse ano. Percebe que isso que colocou é mentira. Você contatou um fato onde segregaram uma parte da população e fez um aquário dando a essas crianças um ambiente controlado. Só poderiam se sair bem, não existe contestação da sua conduta. Eu não li a sua matéria toda, pois deu asco pelo teu preconceito. Bullying é o nome que foi importado dos estados unidos para justamente dar maior poder político ao PT de conseguir votos vendendo uma atitude natural de desenvolvimento humano natural uma conotação de revolta ou injustiça, que não é e ainda fazer o negro parecer coitadinho. Triste isso, coitado ele se torna quando vocês ficam encendo a cabeça deles com "coitadices" e assim eles passam a preferir encostar no governo do que lutar para vencer o preconceito dos outros O Pitta como prefeito foi uma bosta, mas era negão, muito legal, Torci por ele, pois isso faria o pessoal respeitar mais o negro de uma forma geral. Mas ele era malufista, só podia dar no que deu. O Obama graças a Deus fez alguma coisa muito importante para o EUA e assim melhorou a visão de alguma forma sobre o negro e agora com a Anta do Trump, pode-se perder tudo isso. Filha quem não presta não presta e não importa a cor. Japonês sempre tem sucesso, pois eles batalham para isso e vencem as barreiras. Tem um amigo meu na net que foi ao Japão e agora com 55 anos está estudando direito e tem uma fabriquinha de doce japonês. Eu por ser brancão estou em uma condição muito pior, mesmo aposentado. 
Voltando ao Bullying. Se você teve biologia na escola vai lembrar do macho alfa, no gorila, macaco no veado, no boi, e tantos outros animais. Pois é o homem veio dessa linhagem e assim também valoriza o líder, não pela força, mas pela inteligencia e a capacidade de poder contornar as intempéries da vida preservando todos. Veja como os líderes foram feitos. Hitler foi um deles, mas ele na sua loucura interpretou um Fuhrer e fez isso tão bem que todos acreditaram nele, pois ele vendeu esperança para o alemão e morte para os judeus , ciganos, homossexual e quem não fosse com a cara dele ou dos amigos. Isso não é líder é ator. Como o Lulla e o Dória agora. Entende o que você esta´fazendo com essa pesquisa canhestra. Acho interessante o aquário, mas isso não tem realismo no cotidiano. Entre os meninos deve haver bullying ou então está reservado aos brancos como a alma desgarrada do paraíso, como se fossem os judeus de Hitler. Acorda pra "gospir" filha e repensa o que fez com a pesquisa qeu talvez poderia ser ótima.

A pessoa assina como Bolinha França e o email é bolinha1951ahn@gmail.com. Fiquem à vontade. 

quarta-feira, outubro 25, 2017

Jornal da USP - Míghian Danae Ferreira Nunes

Saiu matéria sobre a pesquisa que eu fiz para a tese aqui.


terça-feira, outubro 24, 2017

Richard Prior: Live in Concert.





Assisti esse stand-up que está inteiro no Netflix. Você assiste e entende onde Chris Rock bebeu. O cara tá com Huey Newton na plateia, pense. Nem tudo é bom, mas ri MUITO. 

segunda-feira, outubro 23, 2017

A morte e vida de Marsha P. Jonhson.


Michael Kiwanuka, Love & Hate.



Você não vê que eu sou muito mais do que meus erros

Tank and Bangas, Oh, I Heart.


Tank and Bangas, Drummers.


Bonita.

Olhei-me no espelho de fora da casa que mesmo partido me mostrou uma mulher bonita, forte. Me senti linda na luz do fim da tarde. Estava com brincos que um exnamorado me trouxe do Uruguai fazem alguns anos. Quando ele me deu, já éramos ex e eu sou feliz de estarmos presentes um na vida do outro até hoje, ainda que não sempre, ainda que não do mesmo jeito. Não precisa ser na mesma intensidade, mas eu gosto de levar as pessoas comigo, todas elas. Isso bagunça às vezes, mas eu não desisto. 

A verdade é que essa beleza do cansaço de tentar sempre e de novo que alumiou hoje nunca me deixa. É tão bom me ver bonita depois de tantos anos, mesmo partida por dentro, remexida, carente, surpresa com as surpresas de desconhecer as pessoas, é tão bom. Chego mais perto, vejo um fio a mais na sobrancelha, mas tudo bem, tenho astigmatismo, de longe nem faz diferença. 

O erê de minha vizinha mandou me chamar, disse que queria me conhecer. Me abraçou e me disse que quando eu precisar, só chamar e ele aparece. As folhas do Bembé de Santo Amaro me enchem de perfume e esperança. Acreditar, enfim. 


domingo, outubro 22, 2017

Andra Day diz a que vem.


(ela tem um sinal de catapora no mesmo lugar que eu! amo cicatrizes)

sábado, outubro 21, 2017

Sozinha.

O que você faz quando se sente só? 

Eu ouço músicas e choro. Ah, também fico lendo e-mails antigos de pessoas que declararam seu amor por mim. 
Vejo um filme, como alguma coisa.

E penso na solidão de ter feito escolhas que muita gente que está junto não faria. 
Suspiro.
Levanto da cama, vou ao banheiro. 

Leio mais alguns e-mails de alguma história antiga, releio posts de amor aqui do blog. 
Ouço música e danço.
Mando mensagens para pessoas que eu queria que estivessem comigo, chamo elas para me encontrarem e me fazerem sorrir.

Escrevo aqui, escrevo num caderno que agora tenho para escrever coisas à mão. Faz um bem danado, releio o que escrevo e me sinto melhor.
Aí o sono chega, eu durmo e de manhã o sol já me faz melhor.
Eu sou feita de sol, eu preciso de sol, ele por si só(l) me dá alegria e eu acordo cantando. 

Aí eu esqueço um tempão que dessa coisa ruim que é sentir falta de alguém.