Você que me lê, me ajuda a nascer.

sexta-feira, julho 13, 2018

April, Alan Spearman.

É tanta beleza que eu nem sei.


(Essa fotografia me acompanha há quase dois anos no desktop de meu notebook. Não consigo tirar ela de lá, nem quero tirar. Não penso em tirar. Eu só abro e olho ela lá, olhando pra mim)

quinta-feira, julho 12, 2018

segunda-feira, julho 09, 2018

Poxa.

Aí chega alguém massa, que com calma quer te dar paz. E você diz não?
Não, né?

Você vai devagar e ele vai no seu ritmo, se entender que você precisa de (mais) tempo. 
O importante é ouvir um alô depois de um fim de semana de comida, sorrisos e sono (com um beijinho no meio).

quarta-feira, julho 04, 2018

terça-feira, julho 03, 2018

Minhas duas meninas


Ganhei esse livro de um amigo e devorei em três dias. Leitura simples, história bonita e que me emocionou por diversas vezes. Teté Ribeiro conta como foi sua viagem até a Índia para conhecer o sistema de úteros de substituição (achei esse nome bem mais legal do que barriga de aluguel!) e tudo que aconteceu até que Vanita desse a luz às suas filhas gêmeas, Rita e Cecília.

Chorei, sorri. O livro é bonito como a vontade de ter bebês que vez por outra me ronda. Eu não sei de tudo, mas já sei de algumas coisas. Uma delas, confirmei lendo a história contada por Teté: algumas coisas eu só vou saber quando um dia, se um dia, olhar para a cara de alguém que parece comigo e não sou eu, que precisa de mim e eu quero que um dia seja independente... para além disso, algumas coisas eu só vou saber quando eu tiver a absoluta certeza de que não vai dar mais para voltar atrás.



segunda-feira, julho 02, 2018

domingo, julho 01, 2018

Erro.

A cabeça gira. Você pensa onde errou um monte de vezes, mas não consegue distinguir bem o que é erro e o que é aquilo que você não deixaria de fazer mesmo se voltasse atrás, porque faz parte de você.

Eu vou nos riscos, eu gosto das respostas, mesmo que não me agradem. Eu prefiro mais e sempre palavras do que silêncios. Mas também entendo silêncios que falam. Eu só não entendo quem desiste. É uma pena que muita gente ache que tudo isso é só palavra de blog, fake. Eu não sei, na verdade. Eu não sei mesmo.

Do que eu estou falando aqui? De acreditar nas pessoas e depois desacreditar, de querer ir fundo para ver até onde as pessoas vão e depois ficar triste. Do que eu estou falando aqui? De coisas e pessoas que sabem ser muito e também nada. Por nada, para nada. Não por egoísmo, mas por desconhecimento e medo de ir por dentro para ver o que tem. Desavessar a si mesmo para aprender como saber quem se é.

Eu já entendi que escrever não vai tirar a agonia que me invade o peito por não poder olhar no olho, tentar mais vezes, ir de novo, pedir desculpas, ouvir alguma coisa além de 'blz'. Eu também sei que está todo mundo aqui me lendo e parece ter raiva de mim. Eu também sei ou acho que sei. Vai saber.

O que eu queria eu não vou conseguir. Estou longe e não sei por onde começar sozinha. 

quarta-feira, junho 27, 2018

Música da vida.

mas eu tou tão feliz, dizem que o amor atrai

terça-feira, junho 26, 2018

Catálogo Dúdú Badé.

Olha que coisa mais linda eu participei. Leiam, divulguem. Muito amor.


Coletivo Dúdú Badé, máximo respeito.

Cura.

Sabe o que eu aprendi?

vai doer, mas depois cura

Que nada. Acabou o medo de não amar, de não me entregar de novo. Acabou, porque o amor não acaba. 

quarta-feira, junho 20, 2018

Paraíso do Tuiuti, 2018 (Desfile Completo).

Eu no recesso escolar vencendo os vídeos atrasados do ano.




Samba Enredo 2018 - Meu Deus, Meu Deus, Está Extinta a Escravidão?
G.R.E.S Paraíso do Tuiuti

Não sou escravo de nenhum senhor
Meu Paraíso é meu bastião
Meu Tuiuti, o quilombo da favela
É sentinela na libertação

Irmão de olho claro ou da Guiné
Qual será o seu valor? Pobre artigo de mercado
Senhor, eu não tenho a sua fé, e nem tenho a sua cor
Tenho sangue avermelhado
O mesmo que escorre da ferida
Mostra que a vida se lamenta por nós dois

Mas falta em seu peito um coração
Ao me dar a escravidão e um prato de feijão com arroz



Eu fui mandiga, cambinda, haussá
Fui um Rei Egbá preso na corrente
Sofri nos braços de um capataz
Morri nos canaviais onde se plantava gente

Ê, Calunga, ê! Ê, Calunga!
Preto Velho me contou, Preto Velho me contou
Onde mora a Senhora Liberdade
Não tem ferro nem feitor

Ê, Calunga
Preto Velho me contou
Onde mora a Senhora Liberdade
Não tem ferro nem feitor

Amparo do Rosário ao negro Benedito
Um grito feito pele do tambor
Deu no noticiário, com lágrimas escrito
Um rito, uma luta, um homem de cor

E assim, quando a lei foi assinada
Uma lua atordoada assistiu fogos no céu
Áurea feito o ouro da bandeira
Fui rezar na cachoeira contra a bondade cruel

Meu Deus! Meu Deus!
Se eu chorar, não leve a mal
Pela luz do candeeiro
Liberte o cativeiro social

Meu Deus! Meu Deus!
Se eu chorar, não leve a mal
Pela luz do candeeiro
Liberte o cativeiro social

Nana e Nilo.


terça-feira, junho 19, 2018

Tentar.

A vida é sobre não desistir. Das pessoas, das coisas e tempos. Mas nem sempre depende só de você. Como não desistir de alguém que desiste logo de cara quando algum obstáculo aparece? O que se deve fazer quando você erra mas ainda quer seguir junto?

Não tem manual, mas acho que não desistir e tentar vale sempre a pena. Só que é preciso parceria nessas horas doridas em que a gente sabe que não está tudo bem, mas ainda quer ficar junto. Eu tenho prazer em me ver incerta, imperfeita. Isso me conecta com a minha humanidade e me redime também das horas que eu passo tentando ser ótima e perfeita em muitas áreas da vida. Alguma parte do meu corpo sorri alegre com as possibilidades que a vida me dá, no encontro com outras pessoas, descobrir aquilo que não consigo ser nem fazer, aquilo em que eu não digo, por medo ou fraqueza, aquilo que eu digo depois que eu não deveria ter feito, tudo isso faz bem pra mim.

Eu sou melhor porque erro. Eu sou melhor porque pessoas continuam me amando mesmo quando nem sempre tudo de mim que é bom aparece. Hoje mesmo me disseram que aprenderam comigo em não ficar com a primeira impressão. Ainda bem, eu também aprendi com a mesma pessoa a mesma coisa. E ela nem sabia, assim como eu.

Ainda quero estar aqui. Vou brigar até o fim por poder dizer das coisas que errei e das coisas que quero que continuem existindo, como amor, companheirismo, alegria. Ainda quero tentar. 

Madison Ryann Ward, Mirror.


O Próximo Convidado Dispensa Apresentação (Dave Letterman convida Jay-Z).


Os Farofeiros.


sexta-feira, junho 15, 2018

Medida.

Tem gente que dá pouco e quer pouco da gente. Tem umas que acham que dão muito e querem tudo. Não dá pra medir? Não, não dá. Mas às vezes cansa e aí você sabe que está demais. Aí para, respira e volta ao centro.

Sempre.

O que não dá para fazer é desistir da vida. De viver, de amar, de se entregar, de conhecer, de aprender, de errar, de cair de novo, de sorrir, eu não vou desistir. Nem de mim, nem das pessoas. Ainda tem muito amor aqui dentro. 

A história oculta: como a Europa se tornou o que é hoje.


Crescendo! The Power of Music.


quinta-feira, junho 14, 2018

Mil coisas.

Minha vida está sempre mudando. E eu tão feliz. Não tenho como não estar. Tudo que pensei para mim está acontecendo. Sempre aconteceu, talvez não no tempo que eu pensei, mas eu já parei de pensar no tempo. Só penso no que quero e acontece. Então, estou em paz.

Eu não posso reclamar muito da vida, não. Porque eu me organizei a vida inteira só pra uma coisa: ser feliz. É pra isso que eu me movo o tempo inteiro. Eu fujo quando a garantia mínima não é essa. Então, tudo sempre fica bem e eu estou feliz de novo e sempre.

E lá vou eu novamente.

Notívaga.

E noite adentro descubro coisas de mim com alguém que já me soube inteira. Tudo eu ali nas letras que eu não queria mais ler por tantos dias a fio. Eu passei fome do beijo, do corpo, do riso.

A gente se desculpou dos enganos que nunca ocorreram por medo de se magoar. A gente fez umas pazes mentirosas e selou com uma amizade endiabrada de desejo.

A gente não é mais, a gente nunca vai ser, eu um dia pensei que fosse. Ele diz que fomos mas eu não acredito. Eu não sinto mais saudades. 

quarta-feira, junho 13, 2018

Eu sou assim.

Eu quero colo. Eu quero perto. Eu quero ficar de calundu e ter colo. Para não ficar madura e apodrecer de tristeza, solidão e tédio. Eu quero um amor calmo e sem pressa. Que saiba acolher minhas incertezas e que me entenda também quando eu não disser nada e só em silêncio seja muito.

Eu não quero precisar sair de mim, porque se isso acontece eu não me encontro. Eu sei que não sou assim, sangue e raiva, eu sou água, escorpião que mata mas não pica. Eu só quero que meus olhos às vezes falem e as sensibilidades encobertas apareçam para quem chegar perto. 

Mas é tudo tão difícil de longe e sem colo. É tudo tão vazio.

O telefone me irrita, ouvir as vozes, ler as letras. Eu não quero mais isso, eu sempre estou longe o bastante para não receber o amor que o meu corpo precisa. Eu não quero mais isso, eu não quero mais isso.

Eu sou feita de tempo e lerdezas. Eu não posso mais do que isso.